sábado, 2 de janeiro de 2010

Lycanthrope or the Weird Reality (NaNoWriMo 2009) - I

Lycanthope or the Weird Reality foi a novela que escrevi para o concurso internacional NaNoWriMo 2009, cujo objectivo era escrever no espaço de um mês uma obra de 50000 palavras. No final, a minha noveleta ficou com 57,017. Aqui vou deixar por partes curtas o que escrevi. De seguida deixo o link para o resumo (em inglês) para a história da novela,
inserida dentro do tema de Fantasia.

http://www.nanowrimo.org/eng/user/566210

PS: Os erros serão compreendidos pelo facto de o tempo para a revisão ser escasso, não? :)

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Capítulo Primeiro

A música que tocava no mp3 embalava-a como num sonho. As pessoas na rua corriam, pisando as folhas mortas, para se abrigar do vento uivante, o presságio de que o Inverno seria frio. Não fosse o facto de estarmos em Londres e não demorar a cair as primeiras neves.
No entanto, Mary Jane não reparava nas pessoas. Fechada na sua concha, sentia-se levitar ao atravessar as mesmas ruas, não sentindo a chuva que a molhava, nem o guarda-chuva partido que alguém “perdera” prender-se nas suas pernas.
Parou e fixou um ponto infinito. As pessoas acotovelavam-na, enquanto criticavam os jovens de hoje que achavam que o Mundo era deles. Espirrou. Maldita chuva, agora teria de ficar em casa com gripe.
Continuou a avançar até chegar a casa. Despiu o casaco ensopado e deixou-se cair na entrada. Sentiu alguém pegar-lhe e tirar-lhe as roupas, para depois se sentir enchouriçada na banheira com água quente. Bocejou. Tão cansada…
- O que pensas que fazes, a atravessar a rua à chuva sem te protegeres?
Mary Jane levantou os olhos azuis sonolentos para o seu irmão.
- Não sei…- respondeu.
Tão cansada. Deixou-se adormecer.

Quando acordou, estava aconchegada na sua cama. Levantou-se e sentiu-se zonza. Era de dia - o que significava que tinha dormido o resto da tarde e a noite toda. E estava esfomeada.
Deambulou escadas abaixo até à cozinha. A casa estava deserta. Olhou para o calendário - era sábado. O seu irmão devia estar num treino qualquer e os seus pais deviam estar a trabalhar.
Depois de comer uma refeição rápida, saiu para a rua. Mesmo estas estavam mais desertas que o habitual. Nada como aproveitar a manhã de sábado para dormir.
Sentou-se num café de esquina, praticamente deserto, sendo apenas povoado por um homem a ler um jornal. Enquanto esperava pelo pedido, alguém se sentou na sua frente. Era um rapaz, mais velho que ela, vestido de negro da cabeça aos pés, de cabelos negros algo compridos e olhos cinzentos, frios. No entanto, era algo atraente.
- Posso-me sentar? Todos os outros lugares estão ocupados…
Mary Jane olhou em volta, vendo muitos lugares livres. Além disso, o rapaz já estava sentado.
- Como queiras…
Mary Jane preparou-se para levantar, mas mudou de ideias. Fixou o rapaz.
- Há muitas mesas vagas…
- Não, não há! – respondeu o rapaz – Não vês?
Mary Jane olhou, mas continuou a ver o café vazio. Desta vez, já nem o homem a ler o jornal estava lá, nem sequer o empregado no balcão.
- Não vejo ninguém…
O rapaz sorriu, apenas de um lado, o que lhe deu a impressão de que gozava com ela.
- Não te apresentas? – perguntou.
- A minha mãe não me deixa falar com estranhos! – replicou Mary Jane, com ironia.
- Oh vá lá, visto que vamos estar ainda um bom tempo a olhar um para o outro, pelo menos deixa-me saber o teu nome!
Mary Jane fixou os olhos cinzentos do rapaz. Na sua imaginação, eles pareciam estranhos, quase lupinos.
- Mary Jane, mas podes tratar-me por MJ! – disparou.
- Alexander, prazer! – Alexander esticou a mão – Chama-me Lycanthrope!
- Lycan… quê?
- Lycanthrope… nome de família!
Mary Jane preparou-se para se levantar. Não estava para aturar os devaneios de um jovem que gostava de ter uma alcunha que parecia ter sido tirada de um videojogo.
- Espera!
- Sim?
- Que idade tens?
Mary Jane semicerrou os olhos.
- Pervertido!
- Desculpa?
- Queres saber a idade de uma adolescente com quem começaste a meter conversa do nada!
- Oh, como queiras!
Mary Jane fixou-o, ainda sentado na sua frente, com ar despreocupado. Sabia que tinha de ir embora, mas, por alguma razão inexplicável, não conseguia.
- Tenho dezasseis anos! Satisfeito?
- Tenho vinte e três anos! Ainda bem que nos entendemos!
Mary Jane sorriu.
- Queres que me apresente formalmente?
- Sim, claro!
Mary Jane levantou, passou a mão pelo lenço que levava na cabeça e tirou-o, deixando a descoberto a cabeça praticamente careca, apenas revestida de uma fina penugem loira.
- Chamo-me Mary Jane! Tenho dezasseis anos! Adoro desenhar e não costumo socializar! Ah, e tenho carcinomas, sabes o que isso significa, não sabes?
- Significa que estás a morrer.
- Precisamente. Ainda bem que nos entendemos!

3 restauros:

Bruno Gizmo ;D disse...

uhh ta bem bom ate xD
nao tava a espera desse final xPP

Angel * disse...

nem eu xD
muito bom mesmo.
adoro.te *

Alice, só Alice disse...

Gostei :) Fiquei curiosa por ler o resto :)

Marisa